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  • Rodrigo César

A MÃE DA MELISSA INAUGUROU O NOSSO SINO

A Andressa Tzepos, tem 41 anos, é uma brasileira casada, mãe da Melissa, de 8 anos, dona de uma personalidade alegre e comunicativa. Foi nesse auge de pessoa feliz e realizada, aos 40 anos, que ela descobriu um câncer. E não era qualquer câncer.


“Sou paciente da oncologia há um ano e meio, mais precisamente desde 8 de janeiro de 2020, quando passei na primeira consulta com a Dra. Laís e Dra. Débora. Cheguei com um quadro avançado de câncer de mama grau 4, ductal invasivo e triplo negativo, acompanhado de 15 linfonodos axilares. Não tinha como fazer a cirurgia inicialmente, em função do tamanho do tumor, então fui encaminhada para a oncologista Dra. Milena Neves, que me direcionou à quimioterapia "neoadjuvante " - aquela que se faz antes de uma cirurgia”, conta.


O objetivo era diminuir o tamanho do tumor de sete centímetros e assim, ser possível uma cirurgia mais segura e eficaz. Foram oito longos meses de quimioterapia (vermelha e branca), com todas as etapas e efeitos a serem enfrentados. “Foi preciso colocar um cateter (Port-A-Cath) pois não tinha mais acesso no braço. Sofri muito com tudo isso, perdi todo o cabelo, cílios e sobrancelhas e passei a cobrir todos os espelhos da casa para não sofrer mais, não me vendo em nenhum deles”, recorda.


A CIRURGIA


Depois de tudo isso, a tão esperada cirurgia para a retirada do tumor maligno. Andressa fez mastectomia total e esvaziamento axilar. Mas ainda não era seu final feliz. “Na biópsia pós-cirúrgica, foi constatado que dos 15 linfonodos, três apresentaram metástase.

Lá vamos de novo para a quimioterapia. Desta vez, oral. Foram mais seis sessões, 8 comprimidos por dia!! Ouvia meu estômago protestar diariamente, mas era preciso insistir. Superei essa fase também. Em seguida veio a radioterapia, com suas queimaduras e feridas. Terminei em maio”, relata.

Nestes longos meses desta batalha difícil, Andressa contou com uma companhia infalível: a filha Melissa, de oito aninhos. Impossível descrever a força que ela deu à mãe e o quanto ajudou a superar tudo. “Ela foi imprescindível, me fez abrir os olhos quando eu achava que não conseguiria mais. Melissa me levou, me trouxe, me levantou, me curou... nunca fui às consultas sozinha, ela estava sempre lá do meu lado, com a coragem que me faltava algumas vezes. Ela é o meu propósito, o meu motivo, o melhor remédio. A minha maior força vem sempre dela”, conclui.


REVENDO A VIDA


Nessa odisseia de novidades fortes demais do último ano, Andressa foi ressignificando o seu existir. A primeira lição que tirou de tudo, garante, foi a importância de ser feliz, diariamente, e grata. “Felicidade é habito e hábito a gente cultiva, a gente pratica. Hoje eu creio nisso: que é possível ser feliz por coisas singelas pois no fundo, são as mais importantes”.


O isolamento, a angústia da espera, o pós cirurgia, tudo fez o relógio da vida da Andressa marcar outro tempo. O tempo da introspecção e de muita reflexão. Reflexão que desaguou na criação de um projeto lindo, batizado por @frasenopeito, onde compartilha, "T shirts inspiradoras" com frases para dar um "Up" na alma e elevar a conexão com Deus. O foco, conforme ela, é o feminino e o motivacional.


“A ideia do "peito" no nome, foi em função do meu momento. De substituir a mama que perdi, por "frases boas". Preencher aquele vazio, com "estampas boas" e com isso, carregar "frases no peito" onde o outro ao ler, se sinta bem, e eu, vestindo, ao meu ver no espelho, que aquela frase sirva de gatilho mental, como um lembrete para eu ativar minha coragem interior”, relata.


GRATIDÃO E FÉ


Ao passar por tudo que passou, Andressa concluiu que “quanto mais positivamente enxergarmos a vida, quanto mais praticarmos nossa conexão com Deus e nossa fé, isso independentemente de qualquer religião, mais energias boas e saúde, atrairemos para as nossas células e a nossa vida”.


Suas palavras hoje são somente de gratidão. “Eu sou muito grata e amo muito o time da oncologia de Alfenas. Todos sem distinção, desde as minhas médicas superpoderosas, é como digo que elas são. Que trio! Milena, Laís e Débora! As recepcionistas, as moças da limpeza, do nosso café delicioso na quimioterapia, enfermeiras é enfermeiros. Todos são exemplares de seres humanos maravilhosos e eu tive a sorte de encontra-los”.

A vida segue em frente, agora com a prescrição de acompanhamento com a Dra Milena e exames periódicos para monitoramento de metástase.


O SINO


Não por acaso, essa paciente com tão grandioso testemunho, foi a designada, por puro capricho da vida, a ser a nossa primeira paciente a tocar o sino que simboliza Etapa Vencida no Tratamento. Uma vitória que só quem alcança compreende exatamente o seu significado.


“Fiquei muito feliz com o convite para ser eu, a primeira, a tocar o sino. Esse gestou para mim foi significativo demais pois simboliza a minha vitória em todas as etapas vencidas do tratamento. Fiquei muito feliz de ser instrumento dessa ação”.


O SIGNIFICADO DO SINO


O tilintar de um sino pode ser apenas um barulho de festa, pode ser um aviso, ou um comunicado.

No caso de um paciente da oncologia, um aviso de alegria, a informação de que aquele paciente acaba de alcançar uma vitória! Concluiu um ciclo do tratamento!!!


Também podemos associa-lo à conexão com o mundo Divino. Onde o som do sino quebra as barreiras negativas do mundo da matéria.


Muitas religiões usam a simbologia do sino.


Na religião católica, os sinos são instalados no alto das torres das igrejas e têm o objetivo de convidar os fiéis para cerimônias diversas.


Durante as celebrações religiosas, o sino é também usado para chamar nossa atenção e invocar um momento de reflexão e silêncio durante a consagração do corpo e sangue de Jesus.


Os sinos ainda estão na figura dos anjos e seus clarins, abrindo as portas celestiais.


É usado nas religiões orientais, com efeito calmante, e nos mantras, onde têm a função de abrir conexões com o mundo espiritual.

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