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  • Oncologia Alfenas

UM CASO EXTREMO TRATADO E CURADO PELA ONCOLOGIA DE ALFENAS

Atualizado: Fev 5

Quem vê essa avó carinhosa sorrindo, feliz, e cuidando de quatro netinhos, nem imagina a saga que ela atravessou para poder estar ali, na cozinha de sua casa, na companhia deles. Quatro anos de peregrinação por mais de 10 hospitais em São Paulo, o câncer na parte inferior da boca só crescendo e ninguém queria pegar o caso de dona Marilda Venâncio da Silva, 57 anos, pra resolver.






Ela conta que para ser feita a cirurgia, os médicos precisariam de uma prótese para colocar na parte inferior da boca, no lugar da gengiva e parte do queixo que precisava ser removida.

“Era um material muito caro. Nós éramos totalmente leigos sobre o que estava acontecendo na minha boca, e a cada viagem eu voltava mais triste, mais frustrada. Achei que não ia ter jeito mesmo e que eu estava condenada. Foi então que fui ao Hospital de Alfenas, e o doutor Deyves José de Freitas, que é uma pessoa muito iluminada, falou que iria me ajudar. Que montanhas ele moveu, eu não sei, mas rapidinho marcou minha cirurgia, me falou que havia conseguido a peça e que eu seria operada”, lembra. .

O caso, delicadíssimo, foi resolvido em uma cirurgia que teve início às 6 horas da manhã e só foi concluído às 10 da noite. “Fico pensando em como ele passou esse dia. Será que comeu?”, ainda indaga ela. Os três dias previstos na UTI, no pós cirúrgico, foram reduzidos a uma noite só, pois a paciente guerreira reagiu bem. .

Por 22 dias, dona Marilda permaneceria internada sob os cuidados vigilantes do seu anjo protetor. Mais um ano e meio de alimentação por sonda e a vida seguindo. “Fiquei um pouco na casa da minha filha mais velha e meu marido se virava aqui como podia com os quatro netinhos pequenos que nós criamos. Hoje, eles também cuidam de mim”, conta.

. CONTROLE . Hoje ela consegue ter uma vida bem independente. Vai à rua quando necessário, cuida das crianças, cozinha, lava roupas, e faz um acompanhamento rigoroso do seu caso. “Está tudo bem, já consigo me alimentar ingerindo coisas bem cozidas, tudo precisa ficar quase derretido, mas perto do que eu passei, estou ótima, graças a Deus e ao doutor Deyves”, reafirma. .

Ela também é muito grata ao Vida Viva que amparou a sua família nos momentos mais difíceis. “A assistente social vinha nos ver e trazia sempre uma cesta básica e doações. Meu marido sozinho não conseguia trabalhar e cuidar de todos. Quando voltei pra casa as crianças começaram a me ajudar também. Pegavam remédios, água e alimento para colocar na sonda. Eu não falava então era só na base dos sinais e gestos”, recorda.

Depois que se recuperou um pouco foi encaminhada à uma fonoaudióloga para reaprender a falar nesta nova fase do tratamento. Hoje, dona Marilda conversa normalmente. .

Ainda precisa ingerir somente alimentos bem molinhos, mas não preciso mais de uma sonda.

As visitas ao médico ainda são periódicas, para controle, mas o câncer, ficou para trás. Pela frente, esperanças. “Sonho ver as crianças crescidas, bem encaminhadas e poder viver para agradecer a Deus todos os dias e também para pedir muitas bênçãos ao dr. Deyves. Que ele continue abençoado como é para cuidar de outras pessoas que precisar dele, como eu”. . O QUE DIZ O MÉDICO .

Para o médico que a operou, o êxito deste trabalho foi incrível e um caso marcante para toda a equipe. “A dona Marilda chegou para nós com um tumor já muito avançado e seu caso havia passado pelas mãos de vários médicos em São Paulo, mas devido a grande complexidade, nenhum queria operá-la. Ela voltou então a Alfenas, nos procurou e expôs o seu drama. Fizemos uma avaliação muito criteriosa do seu quadro, colocamos ela a par da real situação e o que poderia ser feito. Ela decidiu por fazer a cirurgia que era muito complexa, e esta, então, foi realizada”. .

O QUE FOI FEITO .

“Fizemos o pescoço com drenagem linfática bilateral, reconstruímos a mandíbula com placa de titânio e parafuso, com o auxílio do pessoal da buco-maxilo-facial. E eu rodei o retalho de músculo peitoral maior, que passou por dentro da garganta reconstruindo esta parte. Este retalho passou cima da placa e, do lado de fora, reconstruindo o mento. .

O tumor saiu por completo e ela seguiu com o tratamento oncológico fazendo as sessões de radioterapia. Deu tudo certo, e hoje, três anos depois, podemos dizer que ela está curada e totalmente reabilitada. Se alimenta pela boca, não usa mais sonda ou traqueostomia, consegue pronunciar as palavras com clareza e fazer as atividades normais da vida dela, graças a Deus. Um caso que representa uma grande vitória para ela, para a medicina e para todos nós.”

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